domingo, 2 de fevereiro de 2014

Capitulo um - terceira parte

O som ecoou pela infraestrutura assim que a ponta da pá acertou a calha na parede.
Instintivamente a figura cambaleante se virou em minha direção e arreganhando seus dentes negros veio para cima. Por um instante senti que o que ele queria era me morder. Senti seu halito que cheirava a carne mais podre e o gélido de sua carne.

Estaria parecendo um morto se não fosse pela razão que aquele homem estava se mexendo e lutando comigo. Ele era pesado e muito forte, não era como o outro sem braço lá fora. Achei que era meu fim se não fosse pela ponta de um ferro atravessar a cabeça daquele homem, vindo de um golpe desferido pela parte traseira da cabeça. Como um brinquedo que se desliga e cessa seu movimento ele também relaxa e solta seu peso sobre o meu. Empurro-o com força e a minha frente vejo um homem negro, muito ferido, mas que ainda é capaz de salvar a vida de alguém. Sua roupa esta rasgada na altura da perna e vejo lacerações profundas na sua carne. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário